19/04/2016 16h58

Onda conservadora


Por reconhecer e respeitar a diversidade no posicionamento político dos professores, a diretoria do Sinpro-SP evita, tanto quanto possível, manifestar opiniões de natureza política-partidária.

O sindicato é uma entidade classista, que tem como prioridade a defesa dos direitos dos professores e de todos os trabalhadores, independentemente dos partidos.

Além do respeito ao pluralismo da categoria, a independência confere ao Sinpro-SP uma maior possibilidade de diálogo e também de pressão, quando há ameaça aos direitos sociais e trabalhistas. Esse princípio, contudo, não significa omissão, principalmente num momento como este que estamos vivendo.

As eleições legislativas de 2015 tiveram e terão impacto sobre a vida de todos os trabalhadores. Há muito não se via um Congresso Nacional com uma agenda tão conservadora: as reformas trabalhista e previdenciária, o Estatuto da Família, a revisão do Estatuto do Desarmamento e muito mais.

Vários parlamentares estão no Congresso para defender causas especificas, patrocinadas por grupos ultraconservadores. Eles fazem uso de um discurso populista, se organizam em bancadas suprapartidárias para ampliar seu campo de influência e não hesitam em trocar apoio e votos para ter sua pauta aprovada.

Um exemplo que afeta diretamente os professores são os deputados da Escola sem Partido, cujas propostas vão do controle do conteúdo ministrado na sala de aula à prisão de professores denunciados por “assédio ideológico”.

Também é indiscutível a força da bancada religiosa, em especial a evangélica, e sobretudo, da bancada empresarial, a maior de todas, que conta com 221 deputados e 30 senadores, segundo levantamento do Diap.

Este é o Congresso que saiu das urnas em 2015. Se alguém tinha alguma dúvida, ela deve ter se dissipado no domingo (17) quando a Câmara dos Deputados autorizou a instalação do processo de impeachment contra a presidenta Dilma.

Da espetacularização conferida pelos 30 segundos de microfone aberto, com transmissão ao vivo, sobrou a sensação amarga de que a agenda conservadora saiu fortalecida.

Que ninguém se engane: o processo de impeachment e o apoio ostensivo de grupos e entidades, como a Fiesp, terão um custo muito alto. E a conta será transferida aos trabalhadores, a começar pelas reformas previdenciária e trabalhista. Vivemos tempos sombrios...

Diretoria do Sinpro-SP

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