envie por email 

As violências na escola

Elisa Marconi e Francisco Bicudo>
Publicado em 11/11/2011

“Se a temática da violência foi vencedora do Prêmio é porque, de fato, a sociedade está de olho nessa questão, é um assunto importante e atual”. É dessa maneira que Patrícia Constantino começa a destacar a relevância do livro que organizou junto com as colegas Simone Gonçalves de Assis e Joviana Quintes Avanci – as três são pesquisadoras do Centro Latino Americano de Violência e Saúde Jorge Careli, da Fundação Oswaldo Cruz (Claves/Fiocruz). Estamos falando mais especificamente da obra Impactos da Violência na Escola – Um diálogo com professores, que conquistou recentemente o primeiro lugar na categoria Educação do Prêmio Jabuti, concedido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, um dos mais respeitados do Brasil na área editorial. O trabalho sistematiza artigos de especialistas e, principalmente, oferece os resultados das discussões nascidas e amadurecidas durante um curso oferecido a professores do Rio de Janeiro, em 2010.

De fato, se fizermos apenas um breve e leve esforço de memória, pelo menos dois casos recentes de violência em escolas vêm à tona: o episódio de Realengo, subúrbio carioca, quando o estudante atirou em vários colegas, matou 10 crianças e deu fim à própria vida, em abril deste ano; e o mais recente, em São Caetano do Sul, ABC paulista, quando um garoto de 10 anos atirou na professora e depois se matou, em setembro último.

Contudo, para os especialistas, embora importante, claro, essa é também uma visão restrita de violência na escola, porque lida com suas manifestações máximas e trágicas, lidas midiaticamente pela estética do espetáculo. O livro organizado por Patrícia, Simone e Joviana aponta outras tantas formas, que acontecem dentro e fora dos muros, mas que tocam de alguma maneira a vida escolar e a vida em sociedade. Elas se referem ao bullying físico e digital, às agressões entre alunos, às discussões entre estudantes e professores, e até a situações de violência doméstica e urbana. Todas essas nuances e aspectos estão presentes nas reflexões sugeridas pela obra vencedora do Jabuti e que tem, como intuito primeiro, de acordo com as autoras, tocar o professor e incentivá-lo a superar a fase das queixas, perceber a importância da sua função e agir localmente para ajudar a combater eventuais casos de violência.

A reportagem do SINPRO-SP conversou com Patrícia Constantino. Clique aqui para ler os melhores trechos dessa entrevista.

Leia também
Entrevista com Patrícia Constantino, pesquisadora do Claves/Fiocruz


ver todas as anteriores
| 03.02.12
De onde viemos

| 18.10.11
Mini-Web

| 30.09.11
Outras Brasílias

| 16.09.11
O 11 de Setembro e a imprensa

 

Logo Twitter Logo RSS Logo YouTube
Pesquisa
Acesse aqui o canal de legislação educacional
Cadastre-se e fique por dentro de tudo o que acontece no SINPRO-SP.
 
Sindicato dos Professores de São Paulo
Rua Borges Lagoa, 208, Vila Clementino, São Paulo, SP – CEP 04038-000
Tel.: (11) 5080-5988 - Fax: (11) 5080-5985
Websindical - Sistema de recolhimentos