Luiz Antonio Barbagli*
Os 500 mil professores – isso mesmo! - das escolas particulares de todo o país talvez nunca consigam se dar conta das ameaças que seus direitos sofreram desde que o deputado Paes Landim propôs, em 2003, alterar a legislação trabalhista em todos os artigos relativos às garantias de nossa categoria (leia o artigo). A serviço de um dos segmentos mais retrógrados do empresariado brasileiro, que sistematicamente se recusa a aprimorar o conjunto dos nossos direitos e das nossas relações de trabalho, o parlamentar julgou que sua proposta transitaria com sucesso pelo Congresso Nacional, um espaço onde o lobby do ensino privado em diversas oportunidades demonstra sua vocação predatória.
Ao SINPRO-SP, como já aconteceu em outras situações, coube o acompanhamento dessa manobra e empenhar todo o seu esforço para que ela não prosperasse, mas neste caso específico a diretoria do Sindicato não teria conseguido êxito não fosse o empenho pessoal e político que a Profa. Sílvia Barbara colocou no combate aberto contra a iniciativa de Paes Landim. Junto aos parlamentares, acompanhando a tramitação da proposta nas diversas comissões da Câmara Federal, em notas distribuídas à imprensa, nos artigos que escreveu sobre o assunto, foi a Profa. Silvia a principal articuladora dos professores na luta que se desenvolveu nesses últimos 7 anos. Não foi pouco tempo e nem foi pouca a perseverança, mas o resultado está aí. O projeto do deputado piauiense foi arquivado depois de ter sido derrotado na Comissão de Trabalho graças inclusive à incisiva intervenção que a diretora do Sindicato de São Paulo fez ao lado dos deputados, esclarecendo-os, convencendo-os e municiando a própria Comissão de Trabalho
Este reconhecimento é mais que pessoal. Ele traduz uma pequena lição que sistematicamente é preciso ser relembrada: os professores não têm alternativa para preservar sua dignidade profisssional se não através da sua defesa. A Profa. Sílvia Barbara nos lembrou disso.
*Presidente do SINPRO-SP
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