26/01/2017 22h31

SinproSP protesta contra censura a livro didático


A pequena cidade de Ariquenes, em Rondônia, chamou a atenção nesta última semana por motivos nada honrosos. O prefeito Thiago Flores (PMDB) decidiu arrancar páginas que tratam de temas como diversidade familiar e doenças sexualmente transmissíveis.

A história não é nova. Em 2016, parte dos livros entregues pelo MEC foi retirada das escolas pelo mesmo motivo. Dado o alto custo da decisão – os alunos ficaram metade do ano sem livros – prefeitos e vereadores optaram, este ano, pela tesourada.

Para dar uma aparente legitimidade ao ato, a prefeitura fez uma enquete na internet, no final de semana, sobre a inclusão de “diversidade familiar e ideologia de gênero” nos livros do MEC. Na enquete, 57% dos participantes (6.710 pessoas) manifestaram-se contra o uso do material.

No dia 23, o prefeito Thiago Flores propôs a retirada das páginas e recebeu o apoio de 12 dos 13 vereadores. Uma “força-tarefa” vai decidir , em fevereiro, o que será cortado.

Essa nova versão da Inquisição, na qual a fogueira dá lugar à tesoura, mostra o dano que o movimento ′Escola Sem Partido′ é capaz de produzir. A escola não pode ser lugar de obscurantismo.

Nota de protesto

A diretoria do Sindicato dos Professores de São Paulo manifesta a sua indignação pela decisão do prefeito da cidade de Araquenes (RO), Thiago Flores (PMDB), de arrancar as páginas de livros didáticos que tratam de temas como diversidade familiar e doenças sexualmente transmissíveis.

Como censura, o ato por si só merece o repúdio de toda sociedade. Entretanto, a decisão do Poder Executivo, endossada por 12 dos 13 vereadores, vai muito além. Ela representa uma interferência indevida no processo pedagógico e condiciona os conteúdos a decisões políticas e partidárias. Além disso, tenta levar para a sala de aula questões de natureza moral e religiosa que devem permanecer limitadas à esfera familiar.

A decisão estimula a intolerância, o desrespeito, a agressão e ainda ensina às crianças que livros didáticos podem sim ser destruídos. É essa a lição que os vereadores e o prefeito estão dando.

Por todos esses motivos, o que se deve exigir é que essa decisão seja imediatamente anulada. A Educação não pode se sujeitar ao obscurantismo !

Diretoria do SinproSP

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