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Grupos de educação lucram mais à custa dos professores

Atualizada em 29/07/2015 10:27

Reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo (28/07) mostra que as receitas dos grupos de ensino superior com capital na bolsa dispararam nos últimos anos, mas esses recursos não foram investidos nos professores. Ao contrário, a participação dos salários na receita líquida caiu de 45% para 35%, entre 2010 e 2014.

O custo dos serviços nessas empresas também caiu de 62% para 47%, entre 2010 e 2014. No mesmo período, a receita líquida cresceu 201%, para felicidade dos acionistas, os maiores – talvez, os únicos - beneficiários das altas margens de lucro.

As informações fazem parte de um estudo feito pelo professor Oscar Malvessi, da Fundação Getúlio Vargas. Ele analisou os balanços dos quatro grupos de ensino superior de capital aberto: Kroton-Anhanguera, Anima, Estácio e Ser.

O trabalho foi encomendado pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), entidade à qual o Sinpro-SP é filiado, junto com outros vinte e quatro sindicatos de professores da rede privada no estado.

Expansão e precarização

O forte crescimento desses grupos foi impulsionado em grande parte por políticas públicas, em especial pelos recursos do Fies. Ao abrir linhas de crédito para os alunos, o programa também beneficia as mantenedoras.

A Kroton-Anhanguera, por exemplo, recebeu mais de R$ 2bi em mensalidades pagas com dinheiro do Fies. Curiosamente, foi a empresa que mais reduziu o peso dos salários dos professores – de 52% (2010) para 29% (2014). Como conseguiu essa proeza? Demitindo professores, reduzindo carga horária e lotando as salas de aulas, inclusive com alunos de semestres.

A reportagem, assinada por José Roberto de Toledo, Paulo Saldaña e Rodrigo Burgarelli, pode ser acessada na íntegra abaixo:

Receita de universidade privada cresce; peso do gasto com professor cai