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SinproSP em defesa da manutenção do título de Patrono da Educação a Paulo Freire

Atualizada em 26/10/2017 11:25

O auditório cheio já indicava a importância do evento realizado na PUC/SP na manhã de segunda-feira, 23. Era o primeiro grande ato formal em defesa da manutenção do título de Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira. Entre os presentes estavam professores, intelectuais da educação, secretários municipais, religiosos, representantes de aldeias indígenas e mais de 200 líderes de movimentos sociais.

O evento faz parte de uma agenda de mobilização organizada por Ana Maria Freire, viúva do educador, pela deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), autora da lei que concedeu a honraria a Paulo Freire, pelo coordenador da Campanha Nacional pelo Direito a Educação, Daniel Cara, e o pelo Instituto Paulo Freire para impedir o avanço de uma ideia legislativa que quer revogar a lei 12.612/2012 (que nomeou o Educador como Patrono da Educação Brasileira).

Num ato de provocação de baixa qualidade, em outubro, uma apoiadora do Escola Sem Partido angariou mais de 21 mil apoiadores ao apresentar uma proposta para revogar a lei 12.612/2012 no Portal e-cidadania.

Qualquer ‘ideia legislativa’ que atinja mais de 20.000 assinaturas é formalizada como ‘sugestão legislativa’ e encaminhada para ser discutida Comissão de Direitos e Legislação Participativa do Senado.

Atualmente a consulta popular no site do Senado encontra-se junto à relatoria, a senadora Fátima Bezerra (PT/RN).

Manifesto de Educadores

Durante o ato na PUC, o Coletivo Paulo Freire por uma Educação Democrática lançou um manifesto em defesa do educador. O documento destaca que ceder ao retrocesso e retirar o título de Paulo Freire é submetê-lo a uma espécie de segundo exílio, tão violento quanto o primeiro, sofrido de 1964 a 1980.

Como combater esse absurdo

- Para assinar o Manifesto em defesa do Patrono Paulo Freire , é necessário enviar e-mail para paulofreirepatrono@gmail.com, informando nome, formação, cargo e/ou função. Entidades e movimentos devem apenas enviar o nome.

- Há uma Carta aberta ao Congresso Nacional, que já conta com mais de 21 mil assinaturas, pedindo a não acolhida da ‘sugestão legislativa’ que chegou ao Senado.

- Também há uma consulta popular no site do senado onde é possível opinar sobre a Sugestão 47/2017.