Campanha salarial

Ensino superior: patrões fazem proposta para plano de saúde

Atualizada em 13/03/2018 15:03

Na rodada de negociação do ensino superior, realizada dia 12/03, a comissão patronal propôs a coparticipação de professores nos planos de saúde. Nesse regime, o usuário paga uma taxa quando faz consultas e exames, além da mensalidade.

Na redação atual, os professores contribuem mensalmente com 10% do valor do plano. Essa participação é necessária para garantir o direito de opção pela permanência temporária no plano em caso de demissão.

Desde o início das negociações, os representantes patronais insistiam na retirada da cláusula. Eles defendiam que o benefício deveria ser opção e não uma obrigatoriedade dos mantenedores.

Conquista data de 1996

O plano de saúde foi uma conquista da Campanha Salarial de 1996. Desde então, a redação sofreu alterações, mas o direito acabou mantido. A mudança na cláusula foi uma das principais questões nas as negociações salariais de 2017. Ao final, a Convenção acabou assinada por dois anos, mas com o compromisso de que essa cláusula seria rediscutida em 2018.

Outras poucas cláusulas sociais também terão que ser rediscutidas: bolsa de estudo nos cursos de Medicina, Direito, Odontologia e Psicologia, creche e indenização adicional na demissão do professor com mais de 50 anos (atualmente, quem tem mais de 50 anos e pelo menos um ano de serviço, recebe uma indenização corresponde a 15 dias de salário).

Reajuste e manutenção das cláusulas

Na negociação do dia 12 os representantes dos professores e auxiliares voltaram a insistir na renovação da Convenção Coletiva por mais dois anos e no aumento real de salários, além da reposição inflacionária.

O custo de vida acumulado desde a última data base é de 2,2%. Este percentual corresponde à média de três indicadores: ICV-Dieese, INPC-Ibge e IPC-Fipe. A média tem sido o critério adotado nas negociações dos últimos anos para a reposição inflacionária.

Campanha unificada

A campanha salarial é unificada no estado envolve 25 sindicatos e é coordenada pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp)

Com informações da Fepesp

PRÓXIMA ASSEMBLEIA: 17/03, ÀS 9H, NO SINPROSP