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Sindicato patronal só negocia em janeiro

Atualizada em 11/12/2018 18:36

A campanha salarial de 2019 começou cedo. A pauta unificada de reivindicações do ensino básico, definida nas várias assembleias ocorridas nos sindicatos que compõem a Fepesp, foi fechada em outubro e entregue ao sindicato patronal no dia 6 de novembro, junto com uma proposta que encaminhava também um calendário de negociações, começando ainda neste final de ano, aproveitando novembro e dezembro.

O objetivo dos Sindicatos e da Federação dos Professores era antecipar as tratativas que podem resultar na assinatura da Convenção Coletiva da categoria. O Sieeesp, no entanto, não acatou a sugestão - depois de cancelar o primeiro encontro, previsto para o dia 27/11, por conta da assembleia orçamentária da entidade, desmarcou também a rodada agendada para a última terça-feira, dia 11/12.

Em ofício enviado à Federação, avisa que "ainda não foi possível colher as respostas das respectivas diretorias à pauta de reivindicações encaminhada, por estarmos envolvido nas atividades de final de ano letivo e empenhados na renovação das matrículas dos atuais alunos e na atração dos novos para suprir a evasão escolar".

Por essas razões, alega o sindicato patronal, as negociações só acontecerão a partir da segunda quinzena de janeiro. Tudo indica que a estratégia patronal consiste em aguardar a posse do presidente eleito, em primeiro de janeiro, e as primeiras medidas econômicas que serão adotadas pelo novo governo federal.

O SinproSP e a Federação continuam atentos e em contato permanente com a categoria, como já vem acontecendo desde o início da Campanha/2019, com a realização de encontros, debates e rodas de conversa para traçar as estratégias de mobilização, além da assembleia realizada em 20 de outubro, que definiu nossa pauta de reivindicações e autorizou a unificação do texto final.

Continue acompanhando no site, nas redes sociais e no boletim as informações sobre a Campanha. Nossa mobilização, já em janeiro, logo no retorno do recesso, será importantíssima para mostrar aos patrões, mais uma vez, a disposição de luta e a força política da categoria.