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Fórmula 85/95 muda em dezembro e faz trabalhador contribuir por mais seis meses

Atualizada em 19/12/2018 01:11

A partir de 31 de dezembro, quem optar por fugir do fator previdenciário terá que trabalhar por mais seis meses para se aposentar com o valor do benefício integral.A mudança está na chamada "Fórmula 85/95"e estava prevista desde 2015, quando a lei 13.183 foi sancionada.

Criada por medida provisória (MP 676) no governo Dilma, a "Fórmula 85/95" é uma alternativa à redução do benefício provocada pelo fator previdenciário. Pela regra, o trabalhador pode optar por trabalhar mais alguns anos até que a soma de sua idade e tempo de serviço atinja 85 anos (mulheres) ou 95 anos (homens). O limite para quem leciona na educação básica é de 80 anos (professoras) e 85 anos (professores).

Mas esses critérios serão mantidos até 30 de dezembro. A partir do dia 31, os limites serão alterados para 86 anos (mulheres) e 96 anos (homens). Para quem leciona na educação básica, o limite sobe para 81 anos (professoras) e 86 anos (professores). Na prática, será necessário trabalhar por mais 6 meses para ter direito à aposentadoria integral.

Mudança gradual

Os critérios para a aposentadoria com valor integral continuarão aumentando a cada dois anos até 2026, quando a soma entre idade e tempo de contribuição deverá alcançar 90/100 (para quem leciona na educação básica, 85/95). Isso representa um acréscimo de 2,5 anos no tempo de contribuição, isto é, se as regras sobreviverem até lá.