Campanha salarial

Assembleia rejeita contraproposta patronal

Atualizada em 23/03/2019 14:21

A assembleia dos professores da educação básica, realizada no SinproSP neste sábado (23), rejeitou a contraproposta do Sieeesp para assinatura de nova Convenção Coletiva e autorizou a retomada das negociações. A categoria reafirmou o compromisso com as principais reivindicações e, agora, deve intensificar a mobilização até nova assembleia, marcada para 13/04.

O sindicato patronal encaminhou à Fepesp, no dia 22, duas propostas. Uma delas para assinatura de Convenção por um ano e outra, por dois anos. Esta última, porém, com alteração em algumas cláusulas, como recesso e garantia semestral de salários. Acesse aqui o conteúdo das propostas.

Houve ampla discussão e relatos do grau de mobilização nas escolas. A assembleia chegou a ser suspensa por 10 minutos para que professoras e professores pudessem analisar melhor os termos de cada uma das propostas. Por maioria, a Assembleia rejeitou a contraproposta patronal e autorizou o SinproSP a retomar as negociações, insistindo nos quatro principais eixos: acordo por dois anos, hora atividade de 15%, blindagem contra pejotização e terceirização para todos os professores (inclusive de cursos extracurriculares) e manutenção dos direitos até assinatura de nova Convenção.

Mais uma vez, a Assembleia autorizou o SinproSP a recorrer à Justiça do Trabalho, caso as negociações fracassem.

Mobilização com indicativo de paralisação

O objetivo agora é ampliar a mobilização e a pressão sobre as escolas. Uma nova assembleia está marcada para 13 de abril. Se até lá houver uma nova contraproposta, ela será avaliada. Caso contrário, a categoria irá definir as próximas etapas de luta.

Foi aprovado um indicativo de paralisação em abril, na data em que as Centrais Sindicais planejam uma jornada de protestos contra a reforma da Previdência, em todo o país. É possível que seja dia 26/04.