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LIBERDADE IMEDIATA E INCONDICIONAL DE LOUISA HANOUNE NA ARGÉLIA

Atualizada em 01/06/2019 14:33

Desde o último dia 9 de maio, a secretária-geral do Partido dos Trabalhadores da Argélia, Louisa Hanoune, encontra-se presa por decisão do Tribunal Militar de Blida, após atender convocação a prestar depoimentos como testemunha.

Essa prisão é injustificada sob todos os pontos de vista. Louisa Hanoune é uma militante de larga trajetória na Argélia, tendo sido candidata, pelo seu partido, à presidente da República em três oportunidades – em 2004, foi a primeira mulher argelina a candidatar-se a esse posto, em 2009 e e, 2014 -, além de deputada da Assembleia Nacional por cinco mandatos consecutivos desde 1997. Louisa é também uma das coordenadoras do Acordo Internacional dos Trabalhadores e Povos.

A sua prisão por um tribunal militar ocorreu às vésperas de grandes manifestações de massa pelo “fim do sistema” que ocupam as ruas de Argel e outras cidades do país todas as sextas-feiras, desde 22 de fevereiro passado, com o povo argelino expressando de forma contundente a sua vontade de construir uma democracia verdadeira. Em 10 de maio, a exigência de “Liberdade para Louisa Hanoune” foi levantada nessas manifestações.

Muitas já são as vozes que se levantam na Argélia e outros países, independente da opinião política de cada um, contra essa arbitrariedade às autoridades responsáveis pela sua prisão.

Assembleia das Professoras e Professores

SinproSP, 1º de junho de 2019.