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Assembleia organiza resistência contra desmandos da Laureate

Atualizada em 27/06/2019 15:40

A assembleia das professoras e professores da rede Laureate (FMU, FIAM e Anhembi Morumbi) autorizou o SinproSP a entrar com ação de dissídio coletivo de natureza jurídica junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A iniciativa tem como objetivo denunciar as demissões em massa promovidas neste final de semestre pelas instituições que fazem parte do grupo (foram mais de 200 professores demitidos). Nessas situações, a tendência é que seja designada uma audiência de conciliação para que os conflitos entre as partes sejam mediados por um desembargador.

Deve acontecer em breve também, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de São Paulo, por iniciativa do deputado Carlos Giannazi (PSOL), uma audiência pública que pretende debater a mercantilização do ensino superior privado em São Paulo. Em âmbito nacional, o deputado federal Orlando Silva (PC do B/SP) apresentou requerimento para a realização de outra audiência pública, desta feita na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, para discutir a mesma questão - e demonstrar que não se pode tratar educação sob a lógica de mercadoria. O deputado Orlando Silva também protocolou junto ao Ministério Público do Trabalho denúncia sobre esses cortes abusivos.

As professoras e os professores que participaram da assembleia manifestaram forte preocupação com o cenário político vivido pelo país, com os violentos ataques contra direitos dos trabalhadores e o desmonte do sistema educacional do país. Concordaram que é preciso atuar em sintonia com movimentos de estudantes, além de começar a construir uma dinâmica de fortalecimento da organização dos docentes nos locais de trabalho, costurando uma rede de proteção e resistência, coordenada pelo Sindicato, que ajude a enfrentar as arbitrariedades promovidas pelos grandes conglomerados que atuam no setor.

“Está em curso um processo perverso de cartelização do segmento, com rebaixamento de custos e a definição de um teto salarial. Professores que recebem acima desse valor são descartados e, quando retornam ao mercado, sofrem com a redução brusca dos salários. É evidente que esse movimento tem consequências diretas dramáticas na qualidade de ensino, também precarizada. É a essa onda que precisamos resistir”, afirma Celso Napolitano, diretor do SinproSP e presidente da Federação dos Professores de São Paulo (Fepesp).

Professores e professoras, não aceitem qualquer ameaça nem confiem nas propostas feitas pela Laureate. Os casos de estabilidade por conta da aposentadoria, por exemplo, devem ser imediatamente comunicados ao Sindicato. Se tiver dúvidas, entre em contato com o SinproSP (5080-5988); se preferir, escreva para o e-mail laureate@sinprosp.org.br (sigilo garantido).

Fiquem atentas e atentos às comunicações do Sindicato.