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Sinpro-SP oferece curso de grafologia para que professores aprendam a identificar eventuais distúrbios em seus alunos

Por Elisa Marconi e Francisco Bicudo

“Não dá para enganar. Seu jeito, sua personalidade, suas características e o momento que você está vivendo ou passando ficam marcados e registrados na sua letra”. É com essa breve apresentação que o grafólogo André Leibl começa a explicar e a desvendar a ciência e as técnicas que serão ensinadas por ele e pela psicóloga Batia Sinenberg, durante o curso Sinais de alarme na escrita de crianças e de adolescentes, que será oferecido pelo SINPRO-SP em junho.

A grafologia, completa o especialista, se propõe a estudar as pessoas e suas características a partir da massa gráfica (desenhos, escritos, garranchos etc.) colocada em um papel. Capaz de captar mensagens do inconsciente, ela foi codificada em 1871, pelo padre francês Jean Hyppolite Michon. Segundo a escola de Michon, há 220 sinais do estado psicológico que podem ser percebidos pela chamada grafoanálise. Quatorze deles fazem parte de um ramo que, por unir grafologia e pedagogia, podem ser observados em alunos. E é justamente esse pacote - os 14 sinais - que compõe o programa principal do curso.

Os professores que conseguirem compreender os "14 sinais" não sairão do evento grafólogos. Para isso, é preciso toda uma formação. Mas, com o curso, supervisionado pela Sociedade Brasileira de Grafologia, vão aprender a detectar distúrbios nas crianças e adolescentes, apenas observando sinais nas letras. “Existem transtornos que não aparecem claramente, ou que podem ser prevenidos. Esses a gente consegue identificar nos escritos dos estudantes”, explica André. Depressão, pressão, excesso de controle e até envolvimento com drogas, diz ele, são situações possíveis de "serem pescadas" pela grafoanálise. Por exemplo: desenhos sucessivos de espirais podem indicar preocupação. Uma letra horrorosa numa criança da 2a série pode indicar cansaço, falta de vontade de fazer as lições. Já a letra bonita pode mostrar entusiasmo em estar na escola. Mas tudo isso é muito pouco seguro para afirmar que alguém está sofrendo. Ainda mais se quem estiver avaliando for um professor.

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