11/11/2015 10h42

Entidades debatem precarização do trabalho no ensino superior privado


Para Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sinpro-SP, desafios exigem debate e estratégias nacionais

Entidades sindicais de diversos estados reuniram-se em São Paulo, dia 10/11, para discutir a atuação e as irregularidades praticadas pelas instituições de ensino superior controladas por grandes grupos econômicos que atuam em escala nacional ou regional. O encontro foi promovido pelo Sinpro-SP.

Ao final do evento, foi criada uma comissão executiva para dar andamento a alguns trabalhos, como a criação de um banco de ações e decisões judiciais e um levantamento de temas prioritários, como remuneração do trabalho docente, o trabalho a distância e o enquadramento dos tutores.

Durante o encontro foi distribuida a análise que a diretoria do Sinpro-SP faz sobre as condições em que se dá a expansão do ensino superior privado. O documento (disponível aqui) analisa as causas e as consequências desse processo com um levantamento que inclui a distribuição geográfica das principais empresas do setor.

Foi apresentado ainda um estudo encomendado pela Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo, que analisou os resultados financeiros dos quatro grupos de capital aberto – Kroton-Anhanguera, Anima, Ser e Estácio. O resultado apontou que, entre 2010 e 2011, a participação dos salários na receita líquida dessas empresas caiu de 45% para 35% entre 2010 e 2014.

Iniciativas

O fato é que a presença de grandes grupo econômicos têm produzido uma reorganização no ensino superior que associa concentração econômica e dispersão geográfica do capital. Impõem também um padrão agressivo de competitividade e um modelo de gestão baseado na redução de custos, com superlotação de classes, redução de carga horária e superexploração da força de trabalho.

Essas mudanças têm preocupado entidades sindicais de todo o país e produzido iniciativas importantes. O encontro de São Paulo, por exemplo, foi precedido por um outro encontro, em agosto, no Rio Grande do Sul . Em setembro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino - Contee promoveu um seminário internacional sobre a privatização da educação. A Fepesp está finalizando um estudo comparativo das convenções coletivas de todo o país.

O Sinpro-SP, por sua vez continuará a produzir estudos preparatórios para a campanha salarial 2016 e que também servirão para o debate nacional.

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