Ensino superior

Faculdade Sumaré se recusa a anular proposta de redução da carga horária

Atualizada em 07/07/2020 22:30

É professora ou professor da Sumaré? Aqui tem uma carta pra você

O SinproSP vai entrar com ação na Justiça do Trabalho para barrar a decisão do Centro Universitário Sumaré de reduzir a carga horária dos professores para uma única aula semanal e fixar a remuneração dos docentes pelo número de alunos. Os professores receberiam, além de uma aula, R$ 1,00 por aluno matriculado na sua aula.

O recurso à Justiça foi a alternativa do SinproSP depois de uma reunião com o mantenedor da Faculdade, Antonio Fernando Soria Barbosa, convocada pelo Sindicato e realizada neste terça-feira, dia 07.

Na reunião, o SinproSP exigiu que a Faculdade Sumaré anulasse a proposta de redução de carga horária, tornando sem efeito o comunicado enviado ao corpo docente entre os dias 29 e 30 de junho. O mantenedor negou-se a suspender as mudanças, alegando que elas são legais.

Não é verdade. A Faculdade Sumaré está usando indevidamente uma cláusula da Convenção Coletiva que disciplina a supressão de disciplinas ou turmas por mudança curricular. A Faculdade está substituindo parte das aulas presenciais por aulas a distância, colocando alunos de turmas e cursos diferentes em grandes salas de aulas virtuais.

Além disso, o que a Mantenedora está fazendo é muito mais do que uma redução no número de aulas, mas uma mudança na função e na forma de remuneração dos professores e um barateamento sem precedente nos custos do trabalho e da demissão sem justa causa.

SinproSP orientou professores a recusarem a proposta

Desde a primeira hora, o Sindicato orientou as professoras e os professores da Sumaré a recusarem, por escrito, a proposta de “redução de carga horária”. No dia 03 de julho, chamou os professores numa reunião remota para explicar a sua orientação e discutir a situação. O SinproSP também sugeriu, em seu site, um modelo de carta para ser enviada à Faculdade e divulgou a mesma orientação em rede social.

É preciso ficar claro que a proposta da Faculdade Sumaré é uma farsa e mais um péssimo exemplo incorporado a sua longa ficha corrida de desrespeito aos direitos dos professores.

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