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Senai-SP continua a assediar técnicos de ensino

Atualizada em 02/03/2016 17:33

texto alterado em 04/03/2016, às 10h46

O ataque recomeçou: técnicos de ensino estão sendo pressionados a assinar um documento para mudar de função, passando de técnico de ensino para instrutor. A denúncia reapareceu essa semana no Sinpro-SP, mas ela tem acontecido em outros sindicatos.

No dia 24/02, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) fez a denúncia diretamente ao Senai-SP, em nome dos sindicatos. A entidade citou um caso extremo, ocorrido em Guarulhos, em que cinco profissionais sofreram assédio. Apesar de tudo, o representante do Senai-SP, Pedro Heli Silva Bozeda, negou o fato.

Retirada de direitos

Na prática, a mudança de função não trará alterações no trabalho. A estratégia do Senai-SP é simplesmente a retirada de direitos. Explica-se: os técnicos de ensino são representados pelo Sinpro-SP e demais sindicatos de professores do Estado.

O atual acordo coletivo prevê cláusulas diferenciadas entre os professores e os técnicos, mas uma das principais pautas de reivindicações deste ano é a isonomia em todos os direitos.

Já, os instrutores, por enquanto, são representados por um outro sindicato, o Senalba. Por esse motivo, eles não têm direitos como recesso, férias coletivas, adicional noturno de 25% e “aulas de preparação” correspondente a 20% da jornada de trabalho.

É inaceitável coagir os técnicos de ensino a aceitarem a uma mudança que é, de fato, uma farsa. Basta dizer que o próprio Senai-SP se encarrega de entregar o modelo de "carta de próprio punho" no qual o técnico "solicita" (sic) a transferência de função!

Declaração pública

Se é verdade o que o Sr. Pedro Heli Silva Bozeda informou à Fepesp, o Senai-SP deve redigir uma declaração pública confirmando que não pretende transformar os técnicos de ensino em instrutores e anexá-la em todos as salas de professores. Deve também exigir que os direitos da unidade não façam mais essa proposta fraudulenta e indecorosa.