SinproSP

Propostas patronais estão muito longe das reivindicações dos professores

Atualizada em 11/03/2016 12:55

Semana complicada nas negociações salariais. Três longas reuniões e uma mesma proposta vergonhosa: reajuste sem aumento real e pago em prestações, apesar da inflação na data base ter batido a cada dos dois dígitos. (leia aqui)

Tanto no ensino superior, como na educação básica e no Sesi/Senai, as propostas estão muito aquém dos 15% reivindicados pelos professores.

Se há um número irrealista, ele está nas ofertas patronais e não na reivindicação dos trabalhadores. Afinal, os salários estão corroídos pelo elevado custo de vida e o ensino privado de São Paulo não tem do que se queixar. Nos últimos anos, o setor tem mostrado crescimento ou pelo menos, estabilidade, o que garantiu aos patrões reajustar as mensalidades como bem entendessem.

Antes da assembleia do dia 19/03, haverá novas rodadas de negociação em todos os segmentos – ensino superior, educação básica e Sesi/Senai. O Sinpro-SP exige respeito e aguarda por contrapropostas mais dignas.

Propostas

Há espaço para conversações? É claro que sim, mas é preciso ter bom senso e disposição para negociar, atributos que andam meio escassos entre os representantes patronais. É o que revelam as suas propostas:

Ensino superior – o Semesp, sindicato dos mantenedores, propôs 8% de reajuste : 5,5% em março e 2,5% em outubro. Recusou todas as demais reivindicações econômicas, inclusive a participação nos resultados de 30%.

Educação básica – o sindicato patronal, Sieeesp, sugeriu acabar com a participação nos lucros (nossa reivindicação é de 30%) e limitar o reajuste à reposição inflacionária de 10,57%, em duas parcelas: metade em março e outra metade em setembro.

Sesi e Senai – os representantes mudaram o critério para a reposição da inflação e propuseram pagar apenas 10,57% em duas parcelas: 50% em março e 50% em setembro. Historicamente, a recomposição inflacionária dos salários no Sesi e no Senai têm sido feita pelo INPC-Ibge, que registrou alta de 11,08% nos últimos doze meses.