Geral

Fusão de ministérios é criticada

Atualizada em 13/05/2016 13:42

As fusões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT&I) com o Ministério das Comunicações (MC) e a do Ministério da Educação (MEC) com o Ministério da Cultura (MINC) - anunciadas antes mesmo da posse de Michel Temer como presidente interino do Brasil - estão sendo criticadas por entidades da comunidade científica e da classe artística.

A mudança deve provocar o esvaziamento de projetos e de políticas públicas já em desenvolvimento em cada uma das pastas. Na avaliação de especialistas, as fusões estão sendo feitas de forma improvisada e à revelia da participação dos profissionais vinculados às áreas envolvidas. Eles também reclamam do critério exclusivamente político na escolha dos titulares das pastas.

A principal crítica à fusão dos ministérios de Comunicação com Ciência e Tecnologia partiu da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e mais 13 entidades em manifesto divulgado no último dia 11.

Já o protesto contra a fusão dos ministérios da Cultura e Educação veio de artistas e intelectuais, que veem na mudança um retrocesso semelhante ao que ocorreu no governo Collor, quando o ministério da Cultura foi transformado numa secretaria ligada à Presidência da República

Para o ex-ministro Juca Ferreira, que ocupou a pasta da Cultura na gestão da presidente eleita Dilma Rousseff, “a cultura tem uma interface com todas as facetas da vida social”, o que lhe dá uma complexidade própria e necessária para a sociedade. Com a medida do presidente interino “essa complexidade vai ser reduzida e empacotada”.

Com informações do Diário de Pernambuco