Campanha salarial

Reajuste salarial dos professores e auxiliares está definido

Atualizada em 21/05/2016 13:03

texto atualizado em 23/05, às 10h21

Professores da educação básica e do ensino superior, reunidos em assembleia no Sinpro-SP, sábado (21/05), aprovaram as propostas de reajuste salarial e autorizaram a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho.

Por duas horas, a categoria discutiu detalhadamente o conteúdo das propostas. A assembleia chegou a ser interrompida por dez minutos para que os professores pudessem deliberar com maior clareza. Feita a votação, a aprovação foi quase unânime, com apenas uma abstenção e nenhum voto contrário.

A proposta para a educação básica foi a mais discutida. A diretoria do Sinpro-SP defendeu a sua aprovação, lembrando que ela garante reposição integral da inflação, aumento real e participação nos resultados. “O aumento real, nos dois anos consecutivos -2016 e 2017-, se incorpora definitivamente aos salários e aumenta a base para os reajustes futuros”, afirmou Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sindicato.

A necessidade permanente de mobilização também foi outro eixo de discussão. Uma professora chamou a atenção para a importância de estratégias integradas em rede. Barbagli lembrou da eleição de delegados sindicais nas escolas, um direito garantido na Convenção Coletiva de Trabalho.

Propostas

As propostas para a educação básica e para o ensino superior são diferentes, porque foram negociadas separadamente com os sindicatos patronais.O reajuste se aplica tanto a professores como trabalhadores nāo docentes.

Na educação básica, o reajuste é de 11,5% e no ensino superior, 10,57%, pagos em duas parcelas: 7% em março e o restante em setembro. A base de cálculo é fevereiro/2016.

As diferenças salariais retroativas a março devem ser pagas com o salário de maio (educação básica) e junho (ensino superior).

A PLR de 12% na educação básica e o abono de 21% no ensino superior também estão garantidos para quem se desligar da escola ou da IES no primeiro semestre, até junho.