Coronavírus

SinproSP defende retorno às aulas em 2021

Atualizada em 25/08/2020 16:38

Em debate promovido pelo Jornal O Estado de S. Paulo na manhã de terça-feira, 25, o professor Luiz Antonio Barbagli, presidente do SinproSP, defendeu o retorno das aulas presenciais apenas em 2021 e afirmou que a maior parte dos professores não quer a volta agora, porque não há segurança para isso.

O evento foi um dos paineis do "Summit Educação Brasil 2020" e também contou com a participação da professora Sylvia Gasparian Colello, da Faculdade de Educação da USP, de Arthur Fonseca Filho, presidente da Abepar - Associação Nacional das Escolas Particulares, de Luís Gustavo Megiolaro, diretor adjunto do Curso Poliedro e também de Ana Beatriz Ricchetti Ferreira, aluna do Colégio Porto Seguro.

Para Barbagli, os professores trabalharam muito e o trabalho remoto atendeu aos alunos e pode permanecer até o final do ano letivo.  “Não há necessidade de um retorno açodado. A volta às aulas é uma função com  muitas variáveis, não se limita ao uso de máscara e álcool em gel”.

A professora Sylvia Colello afirmou que é preciso “ser realista em relação ao retorno". Ela lembrou que existem muitas diferenças entre as escolas particulares e no comportamento das diferentes faixas etárias dos estudantes e faz um alerta: "A generalização é perigosa. É preciso garantir condições de retorno”.

Livre opção?

Ao defender o retorno às aulas presenciais ainda este ano, o presidente da Abepar, enfatizou a possibilidade de os pais decidirem se os filhos devem ou não voltar em 2020.  Mas esse espírito democrático, ficou claro, não alcança os professores.

Provocado por Barbagli, que questionou se a livre opção valia para os professores, e pela jornalista Renata Cafardo, que perguntou se os docentes corriam risco de demissão caso se recusassem ao trabalho presencial, Fonseca respondeu que não cabe aos professores escolherem se querem ou não voltar ao trabalho presencial. Acabou refutado pelo presidente do SinproSP: “As escolas têm que respeitar a saúde e o trabalho dos professores e dos auxiliares, porque eles têm o direito de não irem às escolas [enquanto] a situação sanitária não for devidamente solucionada”, afirmou Barbagli.

Assista aqui à integra do debate