Campanha salarial ensino superior

Patrões recuam e voltam à mesa de negociações

Atualizada em 14/10/2020 22:42

Depois de ter inviabilizado a rodada na semana passada, a comissão patronal do ensino superior recuou e voltou à mesa de negociação nesta quarta-feira, 14 de outubro. O SinproSP lamenta que se tenha perdido quase duas semanas por responsabilidade exclusiva dos patrões, insatisfeitos com uma liminar obtida na Justiça pelo Sinpro Campinas que garantia proteção aos professores na hipótese de retorno das aulas.

Com a retomada das negociações, espera-se que, depois de tantos meses, seja possível concluir uma proposta para ser apresentada às assembleias de professores e também de trabalhadores não docentes não só na cidade de São Paulo, mas em todo o estado.

Há entendimento em relação às cláusulas sociais, que seriam garantidas por dois anos,o que representa a manutenção de direitos coletivos fundamentais, especialmente nesse momento de intensas mudanças na reorganização das empresas de Educação. Entre esses direitos estão: garantia semestral de salários, bolsa de estudo, regramento sobre mudança de carga horária, que reduz o poder do patrão para reduzir o número de aulas dos professores, assistência médica, férias coletivas e recesso de trinta dias.

Em relação às cláusulas econômicas, as negociações têm sido muito mais difíceis. A comissão patronal não quer saber de reajuste. Os sindicatos ligados à Fepesp, inclusive o SinproSP, insistem em algumas condições, como reposição da inflação de 2020 e pagamento de abono para recuperar a massa salarial de 2019 (ou seja, o valor que foi corroído pela inflação no ano passado).

Com informações da Fepesp