Coronavírus

SinproSP defende testagem e regulação para retorno às aulas na rede privada

Atualizada em 23/10/2020 16:26

A retomada das aulas presenciais somente no ensino médio, a partir de 03 de novembro, abrange basicamente as escolas particulares e estaduais, já que a rede municipal conta com apenas oito unidades de ensino. Para o SinproSP, isso reforça a necessidade de uma regulamentação do retorno pelo Poder Público, impedindo que cada dono de escola decida à sua maneira como será feita a volta às aulas presenciais.

A decisão da Prefeitura, comunicada na coletiva de imprensa dia 22 de outubro, baseou-se nos resultados da primeira fase do Censo Sorológico e dos inquéritos sorológicos, que apontaram três resultados preocupantes: alta taxa de estudantes assintomáticos (70%), baixa prevalência do vírus entre professores (7%, o que os tornaria potencialmente mais vulneráveis à contaminação) e elevado percentual de alunos que vivem com pessoas acima de 60 anos (25% na rede pública, 30% na rede privada).

Também pesou na decisão o exemplo de países europeus, que convivem com aumento acelerado de novas contaminações depois de terem flexibilizado as regras para abertura das escolas.

As aulas serão facultativas, a critério dos pais e responsáveis. É possível que boa parte das escolas privadas decida voltar às aulas presenciais apenas em 2021, como o SinproSP, acertadamente, tem defendido. Isso não torna menos importante o estabelecimento de normas de regulação do retorno que vão além do distanciamento social que, todos sabemos, não consegue ser cumprido integralmente nas escolas.

Por que não exigir que as escolas privadas testem todos os alunos que voltarem, bem como professoras, professores e demais profissionais convocados ao trabalho presencial?

Nas escolas municipais, voltarão apenas os docentes que já testaram positivo. Se é uma questão de saúde, por que essa regra não está sendo aplicada às demais redes?

Os professores da rede privada são convocados ao trabalho presencial sem possibilidade de escolha. E as escolas e instituições de ensino superior ainda tentam se furtar de responsabilidade numa eventual contaminação.

O SinproSP continuará insistindo numa reunião com o prefeito Bruno Covas e o secretário da Educação, Bruno Caetano, para discutir a realidade das professoras e dos professores das escolas particulares e propor alternativas. É assim que o Sindicato reafirma, mais uma vez, a defesa intransigente da saúde e de condições dignas de trabalho para toda a categoria.