Campanha salarial

Patrões querem parcelar reajuste

Atualizada em 31/03/2021 10:06

Em mais uma rodada de negociação, dia 30/03, o sindicato patronal manteve a proposta feita na semana anterior de assinar convenção coletiva por dois anos, mas sem as mudanças incluídas no dissídio coletivo. Quanto ao reajuste, a proposta dos patrões é repor a inflação nos dois anos, mas em três parcelas (março de 2021) e duas parcelas (março de 2022). Nessa novidade, a participação nos lucros também seria dividade em duas parcelas nos dois anos. Como já divulgado na semana passada, os repesentantes das escolas aceitam discutir a PLR "em índice razoável".

A Fepesp e os sindicatos insisitiram na manutenção das cláusulas do dissídio coletivo, como consta da pauta de reivindicações aprovada pelas assembleias dos professores da educação básica. A sentença do Tribunal Regional do Trabalho garantiu à categoria avanços impotantes como pagamento incondicional de janelas e hora-tecnológica.

Encerrada a rodada de negociação, os vinte e cinco sindicatos que integram a Fepesp reuniram-se e decidiram apresentar uma contraproposta econômica, que será concluída até a próxima semana. As entidades também discutiram o fortalecimento da mobilização dos trabalhadores em Educação em todo o estado.

Inflação acumulada supera 6%

A inflação entre março/2020 e fevereiro/2021 é de 6,29%. O percentual considera a média de dois indicadores: o INPC-Ibge e o IPC-Fipe, critério historicamente usado no cálculo da inflação para as negociações salariais dos professores. A média incluía também o ICV-Dieese, índice que deixou de se divulgado em março de 2020, por conta da suspensão da coleta de preços por causa da pandemia.