Direitos

Colégio Palmares demite e ameaça professores com calote

Atualizada em 23/12/2021 14:21

Adquirido em novembro do ano passado por um grupo de investimento numa operação milionária, o Colégio Palmares demitiu, neste final de ano letivo, diversos professores e, a exemplo do que fez com funcionários em agosto, informou que não vai pagar ninguém . Para receber seus direitos, os docentes terão que recorrer à Justiça.

O SinproSP foi informado das demissões e reuniu-se com os professores na manhã de hoje, 23. O Sindicato já enviou carta à direção da escola convocando para uma reunião no dia 11 de janeiro e vai garantir toda a assitência necessária às professoras e professores demitidos. "O mínimo que se pode exigir é que os professores recebam todos os direitos, dentro do prazo legal. O departamento jurídico do SinproSP  foi acionado e a escola vai pagar muito caro se insistir no calote", afirmou o diretor do SinproSP, Fábio Zambon.

Não é falta de dinheiro

A escola, que já foi uma das principais de São Paulo, foi comprada, em novembro de 2020, pelo grupo de investimento LIT Capital Group. Na mesma época, o fundo também adquiriu a Escola Equilíbrio, outra instituição bastante respeitada por seu projeto pedagógico. O negócio envolveu o valor de R$ 150 milhões apenas no primeiro ano, entre custos da aquisição e investimentos.

Os problemas dos professores e funcionários não docentes começaram depois da aquisição. Em maio e  julho de 2021, a escola atrasou os salários e, em agosto, demitiu trabalhadores, com a mesma ameaça de calote. O SinproSP tem acompanhado com preocupação os problemas enfrentados pelos professores em todo esse ano e tem prestado toda a assistência necessária.

O que o SinproSP publicou sobre o Colégio Palmares:

Colégio Palmares atrasa salários e demite funcionários (20/08/2021)

Crise no Colégio Palmares repercute na imprensa (25/08/2021)