Insatisfeitos com as negociações, docentes declaram Estado de Greve
Nesta terça-feira (31/03), representantes do Sesi/Senai e da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) e de seus sindicatos integrantes, dentre os quais o SinproSP, sentaram-se à mesa de negociações para discutir a pauta de reivindicações do acordo coletivo, que foi reafirmada pelos negociadores sindicais.
Na ocasião, o presidente da Fepesp, Ailton Fernandes, reafirmou o alto grau de insatisfação das professoras e dos professores quanto à negativa do reajuste de 5% nos salários. Apontou o descaso do patronato quanto à criação do plano de carreira e más condições de trabalho, especialmente ligadas à produção de materiais adaptados. Falou também do número insuficiente de Professor Facilitador da Educação Inclusiva (PFEI) dedicado a essas adaptações, o que provoca sobrecarga de trabalho em professoras e professores.
“Essa é uma queixa coletiva, de todas as unidades. A sobrecarga de trabalho além dos professores ocorre também com as PFEIs, o que acarreta sintomas de ansiedade, pânico, adoecimento mental e, consequentemente, a ausência ao trabalho. Porém as gestões das unidades de ensino exercem enorme pressão junto aos e às docentes para minimizar o absenteísmo, de modo a cumprir metas determinadas pela superior administração. É um círculo vicioso: o professor e a professora estão sobrecarregados de trabalho, adoecem, mas não podem faltar para cuidar da saúde, por pressão da gestão escolar, o que acarreta pânico e ansiedade que, por sua vez, desemboca no adoecimento mental”, disse Celso Napolitano, presidente do SinproSP.
A próxima rodada de negociações está marcada para terça-feira, 07 de abril, quando se espera que as negociadoras patronais tragam respostas afirmativas.
ESTADO DE GREVE - Na semana passada, em assembleia estadual remota, professoras e professores do Sesi REJEITARAM a contraproposta apresentada pela direção e DELIBERARAM, com 87% de aprovação, que, a partir daquele momento, estarão em ESTADO DE GREVE - forma de demonstrar que o corpo docente está descontente pela maneira com que as suas reivindicações têm sido desconsideradas na mesa de negociações, o que revela um verdadeiro desrespeito ao seu trabalho nas unidades de ensino.
A Assembleia também deliberou por adotar um pacote de ações e estratégias de mobilização, dentre as quais elaboração de carta explicando as condições vivenciadas por professores e professoras e a atitude desrespeitosa da direção do SESI que deverá ser distribuída nas portas das unidades de ensino, para o conhecimento das famílias dos e das estudantes e também da comunidade em geral, além de material de esclarecimento e mobilização para professoras e professores para levar aos docentes nas visitas às escolas. Essas ações deverão ser divulgadas nas mídias e redes sociais para informar a sociedade sobre a legitimidade da luta dos docentes.
A assembleia foi instalada em caráter permanente, o que permitirá convocar professores e professoras rapidamente, caso seja necessário, sem a necessidade de cumprir prazos legais ou estatutários.
Acompanhe os próximos passos e venha lutar junto! Para mais informações sobre as negociações estaduais, acesse as notícias da Fepesp.