Assédio Eleitoral é crime e deve ser denunciado para o Sindicato
Dias antes das eleições gerais, o SinproSP recebeu denúncia de assédio eleitoral praticado por Paulo Cardim, reitor do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Convocado pelo Sindicato, Cardim não compareceu para explicações, o que fez com que o nosso departamento jurídico entrasse com denúncia para o Ministério Público do Trabalho e para o Ministério Público Federal.
O caso gerou repercussão na mídia, inclusive tendo o SinproSP como fonte. Estudantes da Belas Artes e de outras faculdades de São Paulo promoveram protestos por conta da atitude do reitor, e desde então, muitas denúncias envolvendo assédio eleitoral passaram a pipocar nas redes sociais e em outros meios de comunicação.
Nesta semana, a Justiça do Trabalho determinou que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, retire do ar publicações que incentivam os empresários a vigiar, expor e demitir funcionários por motivos eleitorais. Estamos presenciando campanhas deliberadas, em especial promovidas pelo espectro político da direita e extrema- direita, de boicote a serviços e pessoas que se posicionaram a favor de Lula na campanha presidencial.
Reiteramos que, diante de denúncias desse tipo feitas por professoras e professores da rede privada de São Paulo, o SinproSP está cobrando uma posição imediata e firme dos órgãos competentes. A orientação do nosso departamento jurídico é não aceitar qualquer tipo de assédio eleitoral e formalizar denúncia pelo atendimento eletrônico. O anonimato é garantido.