SinproSP

Encontro de professores destaca importância da mobilização

Atualizada em 25/03/2004 17:00

Reunidos no SINPRO-SP, nesta quinta-feira, 25/03, professores representantes de escolas da educação básica destacaram a importância da mobilização como mecanismo de pressão e cobrança para o cumprimento da sentença do TRT referente ao dissídio de 2003. Foram relatadas experiências bem-sucedidas de que com a organização dos professores as escolas decidiram conversar e acertar a dívida que têm com seu corpo docente.

“No início, minha escola dizia que não iria pagar e ponto. A mobilização dos professores e a ameaça da manifestação na porta da escola organizada pelo SINPRO-SP (com o elefante e a bandinha) fizeram com que a escola voltasse atrás e sentasse para discutir o problema apresentando uma proposta para pagar os professores”, relatou um professor presente.

Luiz Antonio Barbagli, presidente do SINPRO-SP, disse que o Sindicato já traçou uma estratégia de pressão nas escolas, um plano de ação administrativo, mas que é fundamental a articulação da categoria. “É necessário que os professores nos informem o que está acontecendo nas escolas para que possamos agir de forma mais eficaz nesse trabalho político”, explicou.

O SINPRO-SP já agendou várias mesas-redondas na Delegacia Regional do Trabalho contra escolas que não cumpriram a sentença do TRT. Essas escolas terão de explicar porque não estão pagando o que devem aos professores e passarão por uma fiscalização do Ministério do Trabalho. As escolas também estão sendo chamadas no Sindicato para discutir o problema.

“Não queremos que os professores se exponham de maneira que possam ser prejudicados nas escolas. Mas para que possamos agir, precisamos saber qual é situação. Por isso é de extrema importância que os professores se organizem, montem uma comissão e entrem em contato com o Sindicato”, afirmou Barbagli.

Situação de 2004
A campanha salarial 2004 também foi tema do encontro, com destaque para a definição do índice de reajuste do Dieese, que ficou em 6,36% na data-base da categoria (março de 2003 a fevereiro de 2004).

No caso da educação básica, o tema foi o novo dissídio coletivo, instaurado no dia 27 de fevereiro (leia mais aqui). No ensino superior, há grandes perspectivas de que se chegue a um acordo. Caso isso se confirme os professores serão chamados para uma assembléia para decidirem se aceitam ou não a proposta.

Não perca a memória de seu salário

O SINPRO-SP está registrando o que aconteceu com os salários dos professores da educação básica nos últimos dois anos. Isso é importantíssimo: pode servir como indicador de ações judiciais contra as escolas e pode, também, evitar que os patrões façam com os índices de reajuste o que bem entendem. Na hora de cobrar – como estamos fazendo agora com o dissídio de 2003 – precisamos ter em nossas mãos os valores que preservam a paridade entre o que recebemos e os índices de desvalorização monetária.

Sua participação é fundamental.

Clique aqui e envie as informações relativas aos reajustes que você obteve nos meses de março, maio e outubro de 2002 e todas as variações que seu salário sofreu em 2003, caso elas tenham ocorrido.